Uma área de baixa pressão atmosférica se formou no mar entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e pode evoluir para um ciclone subtropical nas próximas horas. O alerta foi emitido pela Marinha do Brasil, em aviso especial divulgado na tarde de sexta-feira (27).
Segundo a carta meteorológica das 9h do dia 27, o sistema aparece identificado com a letra “B”, em vermelho, com pressão central de 1002 hectopascais (hPa), posicionado em alto-mar na costa do Sudeste.
De acordo com o aviso especial, há possibilidade de formação de ciclone subtropical a partir das 12h (15h no horário Zulu) deste sábado (28), com ventos ciclônicos força 7, rajadas força 8 e mar grosso nas áreas oceânicas Bravo, Delta e Sul Oceânica. O aviso é válido até 0h do dia 1º de março (horário Z).
A previsão indica que o sistema deve se deslocar para o sul, mantendo-se sobre o oceano.
Modelos indicam intensificação em alto-mar
A Climatempo informa que já monitora a evolução da baixa pressão. Simulações do modelo norte-americano Global Forecast System (GFS) indicam queda adicional da pressão atmosférica ao longo da tarde deste sábado (28). Já o modelo europeu ECMWF projeta intensificação maior apenas na manhã de domingo (1º).
Apesar das diferenças no timing, os dois modelos concordam que o sistema deve ganhar força em alto-mar, afastando-se progressivamente da costa do Sudeste.
Segundo a Climatempo, o eventual ciclone deve se formar e permanecer distante do litoral brasileiro, sem impacto direto sobre estados do país. As rajadas mais intensas devem ocorrer apenas em alto-mar.
Não há previsão de ventania associada ao sistema sobre áreas continentais.
Impactos previstos no fim de semana
Mesmo antes da possível formação do ciclone, a presença da baixa pressão já influencia o tempo na faixa litorânea.
Neste sábado (28), podem ocorrer rajadas de vento de até 60 km/h no litoral do Rio de Janeiro e de até 65 km/h no litoral do Espírito Santo, com ventos predominantes de sudoeste.
No domingo (1º), com o afastamento do sistema, as rajadas tendem a diminuir, ficando em torno de 55 km/h.
O mar deve ficar agitado na costa dos dois estados, mas, até o momento, não há previsão de ressaca.
O que é um ciclone subtropical?
Um ciclone subtropical é um sistema de baixa pressão que se organiza de forma isolada, sem ligação direta com frentes frias. No Hemisfério Sul, os ventos giram no sentido horário ao redor do centro do sistema.
Esse tipo de ciclone apresenta características híbridas: próximo à superfície, o ar é mais quente no centro do sistema, enquanto em níveis mais altos da atmosfera o ar é mais frio, o que favorece instabilidades e formação de tempestades.
Quando os ventos permanecem abaixo de 63 km/h, o sistema é classificado como depressão subtropical. Se os ventos atingem ou superam 63 km/h, pode evoluir para tempestade subtropical.
Como funciona a nomeação
Ciclones subtropicais não são fenômenos frequentes na costa do Sul e do Sudeste do Brasil. Quando se intensificam até a categoria de tempestade subtropical, recebem um nome oficial definido pela Marinha do Brasil, a partir de uma lista pré-estabelecida com termos de origem tupi.
Em 2024, foram registrados o ciclone subtropical Ciclone Subtropical Akará e a tempestade subtropical Tempestade Subtropical Biguá.
Caso o sistema previsto para este fim de semana evolua até a categoria de tempestade subtropical, o próximo nome da lista será Caiobá, palavra de origem tupi que significa “habitante da mata”.
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