
Neste sábado (25) é celebrado o Dia Internacional da Agricultura Familiar, uma data criada para reconhecer a contribuição de milhões de pequenos produtores para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento rural.
No Rio Grande do Sul, um levantamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS) mostra a dimensão desse papel na economia estadual e aponta os principais desafios para o futuro do setor.
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A celebração ocorre durante a Década da Agricultura Familiar, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2019 a 2028, com o objetivo de fortalecer políticas públicas voltadas ao segmento.
No Rio Grande do Sul, a agricultura familiar reúne cerca de 365 mil estabelecimentos rurais. Segundo o estudo da Fetag-RS, a maioria das propriedades possui menos de 10 hectares.
Os números mostram a relevância econômica do setor. A agricultura familiar responde por cerca de R$ 111 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. Embora ocupe aproximadamente 25% das áreas agrícolas do estado, é responsável por 40% do PIB da agropecuária.
“A agricultura familiar ocupa 25% das áreas de terra, mas detém 40% do PIB da agropecuária. Isso demonstra a importância e o quanto ela é eficiente quando a gente fala em números, além de toda a função social e da agricultura familiar como modo de vida”, afirma o presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti.
Cadeias produtivas
O levantamento também evidencia a presença da agricultura familiar em diferentes cadeias do agronegócio gaúcho.
O fumo é o produto com maior participação do segmento, com 95% da produção realizada por agricultores familiares. Na sequência aparecem a banana (92%) e o leite (83%).
Em geração de renda, a soja lidera, com cerca de R$ 9 bilhões por ano, seguida da produção de frangos, que movimenta quase R$ 8 bilhões anuais.
Permanência dos jovens preocupa
Apesar da força econômica, o estudo aponta a sucessão familiar como um dos maiores desafios da atividade.
Hoje, a maior parte dos produtores rurais gaúchos tem entre 45 e 65 anos. Já a participação de jovens entre 15 e 29 anos caiu de 15%, em 2012, para 10% atualmente, uma redução de 35%.
Uma das alternativas para estimular a permanência das novas gerações no campo tem sido o fortalecimento das agroindústrias familiares.
Atualmente, 2.094 empreendimentos estão cadastrados no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), agregando valor à produção, ampliando a renda das propriedades e criando oportunidades para que os jovens permaneçam na atividade rural.
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